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Olhe para o céu, não são estrelasÉ a virtude que eleva.São os dias traiçoeiros que nos levam a refletir.Há quem nem pense sobre isso.Vem, olhe pela janela.Veja que magnífico:o que era pessimismo se transformou em otimismo.Contemple, este é um momento raro.Observo de longesua percepçãode encontrar, nas entrelinhas, a solução.Não é presente,nem milagre.É a nossa busca constantede poder ver e enxergar.Olhe bem:os dias passam — e como passam.Passam como os seus olhos passam por essas palavras,passam e ficam guardados na memória.Olhem a escuridão à sua volta.Observem esse vasto campo de leitura.Leiam pelas brechas deixadas pela escuridãoe, como um milagre, toda a cegueira vai embora.A ilusão é expulsa a cada leitura.Carlos de Campos
Uma opção é ver, e a outra?Os caminhos são tortuosos.Tudo é precário.São caminhos,caminhos necessários.O que preciso fazer para passar por esse caminho?Caminho da desolação,do tédio,da ilusão à flor da pele.Moedor da dignidade,dos valores esquecidos.Caminham juntos pelos caminhos tortuosos,caminham com o risco de não caminharem mais.Vê o que não se pode ver?Porque, vendo, você descobre a lucidez.Porque, vendo, você vê o que eu vejo.Vê, porque é preciso ver?Diga-me: o que vê?Para que lado olhas?Vê-se com outros sentidos também.Vê-se sentindo o pulsar da razão.Jovem ou idoso,todos fazem parte desse caminho.Caminhos, por muitas vezes, tortuosos.Caminho que nos dá a esperança de caminhar.Carlos de Campos
O teu alicerce está corrompidoTudo gira em torno de você.Esperar uma mudançaé como esperar por um milagre.Merece tudo de ruim.Seu caráter é nebuloso.Você é uma pessoa tão triste.Tudo perde força,suspendendo a razão,deixando-se levar pelas emoções.Tudo fala à almaquando se tem ouvidos para ouvirquem percebe o percebido.Carlos de Campos