Venho das incertezas dos dias certos
Longe de casa,
dos meus sentimentos,
de onde eu vim —
vim para estar perto.
Vim carregando as incertezas,
incertezas do que ontem era certo,
era bom,
o bom que passou.
Certo de que hoje eu esteja certo,
cansado...
mesmo assim sigo seguro.
E que minha chance chegue um dia, talvez,
mesmo a essas incertezas certas,
eu vença, quem sabe, outra vez.
Carlos de Campos
Tag: busca interior
-
Venho das incertezas dos dias certos
autoconhecimento poético, busca interior, Canal Memória e Poesia, dúvidas e certezas, incertezas da vida, poema filosófico, poema sobre incertezas, poema sobre seguir em frente, poemas que tocam a alma, Poesia Contemporânea, poesia de Carlos de Campos, poesia emocional, poesia sobre o tempo, poesia sobre recomeço, reencontro consigo mesmo, saudade e esperança, sentimentos e reflexões, Venho das incertezas dos dias certos, versos reflexivos
-
Sou a incompletude de nossas diferenças
Sou a incompletude de nossas diferenças
Aos dias, o descanso.
O descanso para o corpo.
A mente se desconecta,
o íntimo não descansa.
Encontro-me separado.
Distante de tudo, estou em um vazio,
conectado com o sofrimento,
meu relacionamento mais próspero.
Urge te encontrar,
para, desse encontro, voltar
à origem do amor.
Se o dia passar, sei que vou te encontrar.
Com força, abraçá-la,
sabendo que o amor venceu novamente.
Carlos de Campos
Foto por Markus Spiske em Pexels.com abraço, amor, autoconhecimento, Brasil, busca interior, Conexão Emocional, descanso da mente, diferenças, esperança, incompletude, intimidade, Introspecção, Mundo, origem do amor, poema, poema autoral, poesia, Poesia Contemporânea, Poesia Geral, reencontro, relacionamento, sensibilidade emocional, sentimento profundo, sofrimento, solidão, Sou a incompletude de nossas diferenças, vazio existencial
-
Preciso de você na ausência de minha alma
Preciso de você na ausência de minha alma
No desejo escondido revela-se a tua essência. É no amor que me recolho. Na incerteza dos dias, me rebelo. Restaram-me o teu olhar frio e vazio, inocente de malícia. Estou em busca — em busca dos sonhos não resolvidos, dos dilemas que foram enaltecidos. É hora do amor, das ilusões de cada momento. Quem sou eu nesse mundo de tristeza e desencanto coletivo?
Longe do amor, dedico-me a estar perto de você. Nesse momento sombrio, fico sem entender mais nada. Longe de você, só me resta a solidão — vazio cheio de presença, ausência de mim e de você, dos desvios existenciais e dos desejos carnais. Carne fresca de frescura exuberante, de um declínio extravagante de nossa liberdade, pautada pelos nossos erros, que vão deixando rastros pela história.
O instinto primitivo nos rege, fazendo-nos reagir de maneira um tanto grosseira. Os instintos primitivos me fazem sucumbir em devaneios sinceros, em alucinações rabiscadas pelo ópio da contradição de uma tradição que me contraria a todo tempo, sufocando-me. Quase sempre estou cansado de ser quem sou.
Carlos de Campos

Foto por Pixabay em Pexels.com alma, amor, ausência, autoconhecimento, Brasil, busca interior, carência afetiva, confissão emocional, Desejo, desencanto, devaneios, dilemas emocionais, dor interior, instinto primitivo, Introspecção, liberdade e erro, Mundo, poema, Poesia Geral, poesia introspectiva, Preciso de você na ausência de minha alma, relacionamento, saudade, Sentimentos Profundos, sofrimento amoroso, solidão, solidão a dois, tristeza existencial, vazio emocional, vida