Vão as nossas esperanças Em uma tarde qualquer de domingo Vão os nossos sonhos De um sonho qualquer que tivemos.
Vão as esperanças De um país que sonhava Sonhava, um dia, em ser grande Em uma tarde qualquer, tudo se desfez.
O sonho de ser uma nação unida O sonho de ser uma nação acolhedora Quando acordamos desse sonho? Quando a realidade bateu duro em nossa cara?
Tudo começou muito antes daquele domingo A realidade sempre esteve diante dos nossos olhos Nós que fingimos não enxergá-la Nós que preferimos nos manter acomodados.
Um sonho é sempre bem-vindo Quando nos ajuda a seguir em frente Um sonho, quando ofusca a realidade, É um sonho muito perigoso de se sonhar.
Inimigos da realidade, todos nós fomos Continuaremos a sustentar esse delírio? Do que temos medo? Temos medo de olhar para a realidade e nos descobrirmos fracassados?
No estandarte do amor estão escritas as seguintes palavras: não existe glória na covardia, no desumano ato de amedrontar.
É nesse momento em que a vida separa os homens dignos dos ratos covardes.
E essa é, finalmente, a maior glória que alguém pode receber: não ser incluído no rol dos ratos, dos imundos que habitam o submundo.
Célebre por ser considerado digno de carregar este estandarte, digno por dedicar sua vida à transparência, digno de caminhar sob o amparo da ética.
Estandarte dos que lutam por dignidade, pela sua e pela dos outros, dos que podem dormir com a consciência fria. Dignos são todos que assim buscam viver.
Cante, em uníssono coro, o cântico dos mártires, dos que derramam todo o seu sangue para ser íntegro a todo momento.
Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias
A minha história é de busca, De intensidade e interioridade. É ser e não ser, Desejo e reclusão.
A minha história é de fracasso, E, como todo bom fracassado, me justifico. Me justifico da pobreza que recebi como herança, E querem me ver calado.
A minha história é como a sua: Nos calaram até não querer mais. Nos mantiveram presos nessas ideias, Ideias que nos fizeram acreditar.
É hora de dar um basta nessa opressão, Passou da hora de se libertar dessas ideias, Ideias que não se justificam com tanta injustiça. É hora de deixar novos ares entrar.
São nessas horas que temos que nos convencer De que seguir essas ideias do sistema não dá mais. O mundo está perdido em egos, Egos de poucos, mas egos autoritários.
Ir em direção às ideias fundamentalistas é um erro. É preciso dar espaço e valorizar o debate. É debatendo que chegamos às boas e novas ideias — Que as boas e novas ideias então floresçam.