Vão as nossas esperanças Em uma tarde qualquer de domingo Vão os nossos sonhos De um sonho qualquer que tivemos.
Vão as esperanças De um país que sonhava Sonhava, um dia, em ser grande Em uma tarde qualquer, tudo se desfez.
O sonho de ser uma nação unida O sonho de ser uma nação acolhedora Quando acordamos desse sonho? Quando a realidade bateu duro em nossa cara?
Tudo começou muito antes daquele domingo A realidade sempre esteve diante dos nossos olhos Nós que fingimos não enxergá-la Nós que preferimos nos manter acomodados.
Um sonho é sempre bem-vindo Quando nos ajuda a seguir em frente Um sonho, quando ofusca a realidade, É um sonho muito perigoso de se sonhar.
Inimigos da realidade, todos nós fomos Continuaremos a sustentar esse delírio? Do que temos medo? Temos medo de olhar para a realidade e nos descobrirmos fracassados?
O sol aquece o corpo ferido de morte. Tudo nesta vida é dor e sofrimento, É conflito e mais conflitos, É uma constante guerra sem fim.
Um instante, um único vacilo, e tudo se vai, Sem aviso ou uma última refeição. Tudo simplesmente evapora, A vida, à qual somos tão apegados, vira pó.
Desvio o olhar por um instante. Em meio à ilusão destruidora, posso ver a beleza. Oh, como a senhora Beleza é plena! Habita no olhar inocente de uma criança.
Quem vive consumindo ódio é digno de ver tua beleza? É possível que um coração iludido se recupere? E como posso vencer o mal? Quem é que, vendo a beleza, não quer desposá-la?
O meu corpo ainda segue doente de tanto ódio. A mente busca por salvação. Percorro, com determinação, o caminho para expurgar o ódio das entranhas da vida, Para que um dia, contigo, eu possa estar.