Numa tarde qualquer, um homem desorientado, embriagado por mágoas. Longe dos olhares que o condenam, pessoas iguais a mim. Sou cão sem dono, sem princípios. Aos homens como eu, digo apenas uma coisa: tudo é tempo. Tempo que passa, que passa longe de mim. Nada melhor que o tempo para nos curar.
O mosteiro em chamas, Pecados e pecadores Se consumindo em fornicações, Deleitando-se no moralismo barato.
Incapaz de viver uma vida santa, Impõe aos fiéis o sacrifício vespertino, E finalmente bebe-se no cálice da redenção No silêncio sabático da mortificação.
Eu prometo, diante do Deus Altíssimo, Cultuá-lo na sua ausência plena, Que só revela a sua inexistência.
O adorador a ti se rende, dando glória, Enquanto entoa um hino que maltrata o próximo. Tua é a promessa vazia.