Viajante do espaço

Viajante do espaço

Ordem, grita a voz rouca.
Não és um animal incontrolável.
Na verdade, és a chama a me incinerar,
doente dos olhos.

Ordem é o meu nome.
Começo a não mais enxergar.
É a vista enfraquecida,
humor desproporcional.

Ordem e desordem me acompanham.
Cabeça baixa.
Insultos posso ouvir.
Mercadoria, tudo em ruína.

Desordem em meu ser,
na história que se revela,
que se abate sobre nós,
nessa triste escuridão.

Carlos de Campos

Comentários

2 respostas a “Viajante do espaço”

  1. […] correndo pelas minhas mãosSuas mãos estão sujas de sangue.Sangue…Acabou de matar.Sangue…Sangue escorrendo de sua boca.Sangue…Matou uma moça virgempara alcançar seus […]

  2. […] é a verdade que vai doendo até mais tarde.Vem e veja essa dor.É a dor feita de verdades,verdades que tentamos esconder.Ah, os loucos!Não temem a verdade que dói o dia inteiro.Carlos de […]

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