Inteiro, me encontro, descendo no mais profundo de minha alma. Desço em meu ser, na heparina chamejante que está acesa em mim desde sempre.
E aí me encontro. Contemplo sua magnífica beleza, o chamado à poesia. Inclino-me para ouvir, ouço com profunda atenção.
Do centro dessa chama, tudo se torna claro. Na distância do ser, existe a presença que nos aproxima, que nos guia e é quem nos orienta.
No centro de minha alma, dentro da imensidão, eu me torno quem nasci para ser. Ouço a voz que me guia, da chama de minha alma, que acesa se encontra desde sempre.
Eu aceito o que preciso aceitar, desfruto de cada sinal que a minha alma dá. Eu sou a poesia, eu sou a beleza contemplativa, sou uma beleza extraordinária.
No profundo de minha alma, eu me desperto. Não de qualquer coisa: desperto para a minha missão, desperto para as palavras.
Profundo, cada vez mais profundo, sei exatamente o que devo fazer, sei como fazer. É mais simples que tirar água do poço, levar até a boca e matar a sede da alma.
É profundo e imenso, em nada se funde, em nada desperta: é alma desperta, palavra fumegante diante do meu ser.
Sou quem nasci para ser, sou alma apaixonada, sou diamante lapidado, sou certeza e árvore frutífera, sou a clareza, sou o despertar das nações.
No interior de minha alma, sou cada palavra, sou cada consciência que surpreende a emoção. Momento de mais pura intimidade, em nada eu me pareço.
Imito desejos profundos, mas sou a pureza dos desejos. O que parece com tudo, sou o que há de mais inédito no mundo.
Sou a chama ardente que arde em cada ser, que provoca cada alma nos túneis da existência. Eu existo com a mais bela poesia.
No arder, nasce a vida, cada um buscando sentido: sentido para sentir, sentido para existir.
Sinto, em cada palavra que escrevo, a vida existindo, o amor transformando saudades em memórias, almas em rosas, rosas nas mais belas poesias.
No interior da chama ardente, a chama atravessa a alma. Desço — importante é voltar para sempre contemplar a essência onde habita a minha vocação para amar.
São os elementos. São frutos proibidos desta vida. São os elementos de uma vida apodrecida. São o que são em minha vida.
São os seus sinais, sinais estes interrompidos. São os sinais dos elementos corrompidos. Não sei como seguir, mas eu sigo.
Destemido, sigo no mesmo ritmo, no ritmo de desfazer as ilusões da história contada de outra forma.
A fórmula mágica dos destemidos, dos que desejam vencer, sofrer. Este é o caminho que evito percorrer.
No salão, descobri um mistério: está guardado debaixo do piso que sustenta os passos da minha história e que ignora o fato.
De que esse mistério é a fórmula mágica para o meu sucesso. E de que esse é o fato que jamais deve ser ignorado.
Carlos de Campos
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