Nada impede que você deixe o amor falar, sair para respirar um ar fresco e sentir, em seu peito, o seu aconchego. Nada o impede de tentar.
Tentar superar os seus medos, medos que nem fazem parte de sua história, mantendo-se firme diante dos burburinhos da vida e podendo sentir, em seu peito, esse aconchego.
Quem nunca se decepcionou com alguém? Quantas foram as ilusões já sentidas? Passou deixando tudo como terra arrasada, e seguir acreditando se tornou insuportável.
São as dores de uma vida maltratada, vilipendiada em todos os seus direitos, inclusive no direito de amar. Amar e ser amado… que dificuldade.
Singulares são os afetos que afetam a todos nós. Singulares são as dores que movem os corações. Singulares somos nós, com os nossos universos em rota de colisão.
Tudo o que vive e respira alguma vez já amou, diluímos quem éramos para o outro para o amor acontecer. No final, só restaram duas almas vagando vazias.
Só em mais um dia, essa solidão que insiste em ficar fica, a todo instante, a me recordar que este é mais um dia em que estou só.
Somente eu e a minha solidão, solidão só, com sua presença — presença fria, distante de nós.
Minha cara solidão, então vem, me abrace a noite inteira, me faça senti-la até os sentidos sentirem o que já não existe mais.
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A solidão é noite passageira dos nossos sonhos tardios... O sonho de uma noite de solidão.
É mais uma noite, e estamos sós: somente eu e a minha solidão, eu — e toda essa multidão.
No anoitecer, você chega, chega em silêncio... em um silêncio eloquente. Você se aproxima e me abraça a noite inteira.
Carlos de campos
Deixe sua visão sincera sobre o poema — ela vale ouro! Gostou? Não gostou? Sentiu algo? Ficou indiferente? Toda opinião aqui é bem-vinda. Sua leitura, mesmo em poucas palavras, ajuda a poesia a respirar fora da minha solidão e a encontrar novos sentidos. Comente com o coração. Seja qual for sua visão, ela importa.
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O teu olhar me fascina Desejo incompreendido, Instinto primitivo, Mergulho na alma.
O desejo desorientado, Falange de vozes atordoadas, Impróprio para os que confiam. De ilusão a ilusão, vive-se uma ilusão.
Não existe medo em meu coração, Nem a mais doce imaginação. Na minha carcaça, não existe alma, Só existe sombra e lamentação.
Ímpeto repleto de vontade, Possuído por reles manifestações Que vêm do mergulho que faço Na fossa do meu ser.
Dominado por uma breve lucidez, Tomo um susto! Ao ver o mundo entregue às traças, Uma sociedade falida.
O delirante modo de vida que me convida, Estar afogado em meus problemas Impede que eu veja o milagre do vislumbre das cores. Dos tempos que se passaram, constato que nada mudou.