Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro

Mão em apuro

A mão desocupada para que serve?
Para sair da operação sigilosa?
Para resgatar a própria integridade?
A mão que nunca fala para que serve?

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Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20)

Mão em apuro

A mão desocupada para que serve?
Para sair da operação sigilosa?
Para resgatar a própria integridade?
A mão que nunca fala para que serve?

Detritos amontoados em lago
Saudoso era o tempo sem a tecnologia
Em que a mão operava sem questionamentos
A mão que é proibido invocar.

O vento do sul nos traz a esperança
orquestrada pela mão forte e invisível
Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos
E nos julga por seu tato decadente.

Olhe para essa mão pesada
Que extermina essas pobres formiguinhas
Que não poupa nem as plantinhas
Por puro ódio de sua própria existência.

O que esperamos ainda de suas mãos?
Dessas mãos que manipulam os resultados?
Que ainda puxa arma para extorquir?
O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?

A mão que abençoa
É a mesma mão que violenta
A mão que dá carinho
É a mesma que silencia-se diante dos seus crimes.

Carlos de Campos

Comentários

2 respostas a “Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro”

  1. […] saudade que sinto é amor.Com você ao meu lado eu me sinto mais seguroMe sinto tomado pelo sentido de vidaEm você sou só esperança.É amor sempre que te vejoA mover-se no meu peitoÉ amor que experiencio […]

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