São os elementos. São frutos proibidos desta vida. São os elementos de uma vida apodrecida. São o que são em minha vida.
São os seus sinais, sinais estes interrompidos. São os sinais dos elementos corrompidos. Não sei como seguir, mas eu sigo.
Destemido, sigo no mesmo ritmo, no ritmo de desfazer as ilusões da história contada de outra forma.
A fórmula mágica dos destemidos, dos que desejam vencer, sofrer. Este é o caminho que evito percorrer.
No salão, descobri um mistério: está guardado debaixo do piso que sustenta os passos da minha história e que ignora o fato.
De que esse mistério é a fórmula mágica para o meu sucesso. E de que esse é o fato que jamais deve ser ignorado.
Carlos de Campos
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Rasgo, em meu peito, essa flor, dor desse espinho cravado, pus da inflamação de um ódio cultivado no cotidiano.
Ódio sem precedente, que machuca o meu peito febril. É insuportável, e eu preciso agir, e a violência acaba sendo o meu refúgio.
Que a violência não é remédio, eu sei. Sei que essa dor é insustentável, que essa pressão me enlouquece, me distanciando da minha sanidade mental.
Não tenho ninguém por mim. Tudo leva a duvidar do meu caráter. Não olham para o meu peito sangrando, nem para esse corpo em estado febril.
Sucumbirei a qualquer momento nesse abraço apaixonado que transfere para o seu peito o meu espinho de dor. Teu beijo acolhedor desinflama a minha alma.